Wyze Mobility é a Startup do Ano

A Wyze Mobility foi a vencedora do prémio Startup do Ano da edição de 2021 da Mobi Summit. No pódio ficaram ainda a Veever, em segundo lugar, e a Faire, em terceiro. A startup vencedora vai receber um prémio de 10 mil euros.

 

A Wyze Mobility, uma plataforma de motas, trotinetas e bicicletas elétricas, é a Startup do Ano da edição de 2021 da Mobi Summit, depois de, no ano anterior, ter ficado em segundo lugar. “A persistência e a perseverança compensam. Na primeira edição, éramos ainda apenas um projeto na minha cabeça. Era o primeiro ano que estávamos a operar, uma start-up acabada de nascer”, disse o vencedor e CEO da Wyze, Tiago Silva Pereira, que concorreu pela terceira vez a este galardão.

A Wyze Mobility chegou a Lisboa em 2019 e, apesar de já ter uma forte presença em toda a cidade, quer continuar a inovar e expandir o seu negócio. Esta start-up vai receber uma bolsa monetária no valor de dez mil euros, atribuída pelo Global Media Group, destinada ao desenvolvimento do projeto.

Honrosos no pódio

No segundo lugar do pódio ficou a Veever, criada por João Pedro Novochadlo, pretende, através da instalação de sensores em empresas, centros comerciais e museus, mas também em eventos ao ar livre, ajudar pessoas com deficiência visual a orientarem-se melhor. Os utilizadores recebem, por áudio, descrições sobre os espaços que estão a percorrer.

A Faire, que ficou em terceiro lugar, foi idealizada por André e Sara Guedes. Com esta startup, pretendem lançar uma aplicação móvel que permita a todos os utilizadores de transportes individuais, como a Uber, a Bolt e a FreeNow, comparar as tarifas de cada operador.

Depois de os finalistas receberem os prémios, Guilherme Pinheiro, administrador do Global Media Group, salientou que este prémio tem “uma importância incontornável na área da mobilidade urbana sustentável”. Lembrou, ainda, que o Mobi é “o maior evento de mobilidade em Portugal desde 2018” e que o nosso país “tem tido um papel na liderança da inovação nesta área da mobilidade, o que tem sido demonstrado nos nossos prémios ao longo dos últimos anos”.

Cultura de inovar

Pedro Vinagre, administrador da EDP Comercial, observou que, nos últimos anos, passamos de “um paradigma de a inovação ser um fenómeno de poucos para um paradigma de a inovação ser um fenómeno de todos”. “Temos um ecossistema muito próximo das startups. Temos investido bastante nas startups, mais de 40 milhões de euros, já fizemos mais de 20 investimentos e 65 pilotos. São só apenas números para mostrar aquilo que e é o ADN da empresa. Sozinhos não vamos fazer a diferença, mas todos juntos talvez façamos”, frisou.

António Dias Martins, diretor da Start Up Portugal, disse que “estamos numa altura única para inovar” e que vai receber fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que “serão usados da melhor forma” para continuar o trabalho que tem feito com centenas de projetos inovadores. O diretor da Start Up Portugal salientou que “existe cada vez mais, em Portugal, uma cultura do empreendedorismo” e que há “cada vez menos receio de errar”. “As startups permitem trazer uma abordagem inovadora que permite às grandes empresas olhar para os seus problemas de outra forma, de fora, fazendo com que estas empresas já instaladas possam evoluir”, destacou ainda.

Fonte: Jornal de Notícias